Você sabia que seus pets também podem ter a saúde mental abalada?

Os pets são uma ótima companhia para o dia a dia e preenchem a vida de muitas pessoas que se sentem sozinhas ou tristes.

Uma revisão sistemática recentemente publicada por pesquisadores do Centro de Tecnologias Cardiovasculares da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, analisou o impacto de ter um animal de estimação para a nossa saúde física e mental. A relação com os pets pode aliviar os sintomas de ansiedade, depressão e estresse, bem como estimular a prática de atividades físicas e ajudar a melhorar índices de saúde. Como conclusão, o estudo indica que os tutores de pets, em especial, os de cachorros, têm comportamentos menos sedentários e taxas de colesterol e pressão arterial mais baixas, além de menor risco para arritmias.

Mas você já parou para pensar na saúde mental do seu amigo? Esse não é um problema apenas dos humanos, os animais também sentem as consequências do meio em que vivem.


De acordo com especialistas veterinários, os cães que moram em apartamentos pequenos podem apresentar algumas alterações comportamentais, como depressão e atitudes destrutivas, caso não tenham uma rotina adequada de passeio. Quando o assunto são os gatos também é necessário dar cuidado e atenção, mesmo que eles sejam mais independentes. Por isso, é preciso estar atento aos comportamentos rotineiros do seu animal para conseguir promover o bem-estar e a longevidade dele.

A saúde mental dos pets não funciona como a dos seres humanos, porém é importante ressaltar que eles possuem sim um mecanismo de defesa animal que faz com que passem a ter comportamentos como ansiedade, agressividade, latidos excessivos, falta de apetite, entre outros, que são facilmente identificáveis e devem ser tratados.

Existem três formas de identificar se o seu pet está com a saúde mental abalada:

  • mudança de comportamento;

  • perda de apetite;

  • automutilação;

  • lambedura;

  • coceira excessiva;

  • destruição de móveis quando está sozinho.


Se o seu pet está com algum desses comportamentos, o indicado é criar um contexto saudável e tranquilo para ele viver. Primeiramente, dedique algumas horas do seu dia para ficar com ele, leve-o para passear e dê brinquedos diferentes e atrativos, pois assim ele liberará a tensão acumulada. Depois, busque criar uma rotina de alimentação e prática de atividades físicas. Um ambiente amplo, limpo e arejado para que o pet possa se movimentar e se proteger da chuva e do sol é de extrema importância. As raças maiores demandam mais espaço, já as pequenas podem viver tranquilamente em uma área reduzida. Caso tenha um cachorro grande em um apartamento menor, o indicado é estimular o gasto de energia com brincadeiras e passeios frequentes.

Além disso, os especialistas ressaltam que o comportamento dos tutores pode afetar diretamente a saúde mental do animal. A interação social é extremamente influente para os dois lados, tanto por parte do tutor, como por parte do bicho.