SALVA-TE A TI MESMO (Psicóloga Rosangela Perez)


SALVA-TE A TI MESMO.

Em tempos difíceis o qual estamos vivenciando em relação a pandemia do COVID19, peguei-me refletindo como a maioria das pessoas está, neste momento, deparando-se com a fragilidade humana diante daquilo que não pode controlar.


Como agir ao se deparar com uma imensa tempestade quando estamos no meio do mar? Alguns até poderão responder: Simples, sigamos as orientações do comandante que é mais experiente. Ufa! Que bom que o temos. Porém, outros poderão dizer em desespero: Estamos perdidos. Do jeito que as coisas andam iremos naufragar. Outrem, independentemente dos motivos, escolherão não seguir as orientações de ninguém.


Apesar das diversas justificativas, no fundo o que a maioria das pessoas anseia, senão todas, é se salvar, escapar, desse temporal que foi pega de “calça curta”. Viva o instinto de sobrevivência!


Afinal de contas precisamos uns dos outros para nos mantermos vivos, principalmente, em um momento de pandemia que mexe com todas as classes sociais, raças, orientações...ninguém se salva sozinho(a), embora algumas pessoas assim, ainda, teimem em acreditar que são intocáveis, invencíveis, autossuficientes e que podem controlar TUDO. Ledo engano!


A humanidade faz parte de uma grande engrenagem que para funcionar depende de cada peça. Nenhuma dessas peças podem ser descartáveis, pois todas têm suas funções para que a máquina como um todo possa funcionar. Tenho a impressão de que, muitos de nós nos esquecemos disso ou mesmo nem tínhamos ideia de tal importância. Podemos estar isolados(as), mas não estamos sozinhos(as). Por mais que alguém queira se salvar sozinho(a) não dá. O processo da engrenagem é complexo e depende das relações sociais.


“Assim os seres humanos e o mundo se transformam em um mesmo processo, caracterizado pela ação coletiva dos humanos sobre o mundo. Esse processo é também caracterizado pelas relações sociais que mantêm os humanos unidos para a tarefa de transformação do mundo.” (BOCK, FURTADO, TEIXEIRA, 2008, pág.184).


Que tal nos unirmos mesmo distantes em prol da salvação da humanidade? Procurarmos desenvolver novas atitudes a partir de novas informações, novos afetos, novos comportamentos ou mesmo novas situações que se apresentam, diariamente, na nossa frente. Como sugestão: Deixar de olhar somente para o nosso umbigo e nos voltarmos, também, para as pessoas que estão clamando por ajuda. Ter atitudes revolucionárias. No entanto, mudar não é fácil, pois toda mudança nos causa medo, mas se quisermos resultados diferentes precisamos agir diferente com um olhar mais solidário e fraterno.


Entretanto, precisaremos estar mais atentos(as) às informações que nos chegam para evitarmos que fiquemos paralisados(as) diante das batalhas perdidas para que isso não nos enfraqueça e percamos o foco do objetivo final que é vencer a guerra.


Fica a dica: Procurar preservar as nossas emoções diante das tribulações diárias, pois o maior campo de batalha é a nossa mente. Também, buscar ajuda com profissional da Psicologia para nos fortalecer, cuidar da nossa autoestima, ajudar-nos a descobrir a promover a motivação intrínseca (causa, missão ou propósito), a transformar uma tarefa aborrecida e desgastante em uma tarefa estimulante e desafiadora, fomentar relacionamentos com pessoas que nos passe positividade, a desenvolver atitudes com uma pitada ou mais de paciência, humor e tolerância conosco e com os outros, bem como aprender a não desperdiçar o nosso tempo.


Enfim, que possamos descobrir a razão da nossa existência, valorizá-la e amadurecer com a Pandemia COVID-19 que, ainda, não podemos controlar. "A vida inteligente de um planeta atinge a maioridade quando pela primeira vez compreende a razão da sua própria existência."(Richard Dawkins).


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