Os impactos das redes sociais na saúde mental

A rede social permitiu que as pessoas estivessem mais perto e conectadas. Com o seu surgimento, foi criada uma vida social cultivada no mundo cibernético que se difere da vida social do mundo real. Nessas redes, as pessoas postam apenas o que desejam que os outros vejam, e não mostram suas fraquezas e tristezas. Crianças querem ser youtubers ou instagrammers quando crescerem e jovens passam horas atualizando os seus múltiplos perfis virtuais. A tendência é que esse apego às redes e à internet aumente mais nos próximos anos.



Um estudo desenvolvido pela Royal Society for Public Health, instituição inglesa voltada para a saúde pública, identificou que as redes sociais provocam tanto efeitos positivos quanto negativos. Os impactos nocivos resultam da má administração da vida online, caracterizada pela quantidade excessiva de horas semanais. Já um artigo da The Atlantic afirmou que o uso descontrolado das redes sociais pode estar relacionado ao aumento considerável de depressão e ansiedade no mundo. Além disso, esse mesmo artigo suspeita que os adolescentes hoje sejam mais vulneráveis emocionalmente devido ao modo de vida e à exposição anormal à internet.


Recentemente, um estudo da plataforma Scielo/USP avaliou a influência das mídias sociais no desenvolvimento de ansiedade e depressão em estudantes de medicina. Os resultados apontam para a importância de uma atenção especial para reduzir os danos da utilização excessiva de Internet à saúde mental. O estudo revelou que os efeitos do consumo descontrolado de redes sociais não se limitam somente ao gasto de um tempo que poderia ser dedicado a outras tarefas. Mais do que isso: se não tratada, a adicção à Internet resulta em prejuízos emocionais e significativos.


Somado a isso, a intrínseca relação entre redes sociais e saúde mental pode aumentar a vulnerabilidade aos seguintes problemas:

• impulsividade;

• ansiedade excessiva;

• transtornos de humor;

• consumo de substâncias;

• hostilidade e comportamento agressivo;

• transtorno de déficit de atenção e hiperatividade;

• solidão, baixa autoestima e tendência a atitudes suicidas.


Os profissionais que trabalham com a saúde mental recomendam que, para melhorar a disciplina e fazer um uso saudável das mídias sociais, convém observar os seguintes cuidados:

• limitar o tempo de exposição;

• priorizar conteúdos que agreguem valor à sua vida;

• evitar a exibição de intimidades na Internet;

• filtrar a fonte e avaliar a veracidade das informações divulgadas;

• estimular o respeito ao próximo e não disseminar o cyberbullying;

• monitorar os sites que as crianças e adolescentes costumam visitar.


É importante ressaltar que a influência da relação entre redes sociais e saúde mental depende da qualidade do conteúdo consumido e da exposição do usuário à rede. Na maioria dos casos, o consumo desenfreado provoca impactos desgastantes que exigem terapias específicas para restabelecer o equilíbrio e o bem-estar emocional. Observe mais o tipo de conteúdo que você consome e caso esteja passando por algum sentimento que esteja te incomodando, busque um profissional para te ajudar.