Como lidar com possíveis apagões das redes sociais?

O apagão das redes sociais que ocorreu na segunda-feira (4) foi um caos para o mundo da tecnologia. O dono das redes sociais, Mark Zuckerberg teve um prejuízo de US$ 6 bilhões e perdeu a quarta posição na lista de homens mais ricos do mundo. Porém, os prejuízos vão muito além de uma questão tecnológica. O apagão provou como a sociedade atual está vivendo cada vez mais dependente dos conteúdos digitais e isso pode trazer sérios riscos para sua saúde física e mental.

É preciso lembrar que pouco tempo atrás não existiam essas redes e a sociedade vivia bem e sabia se virar sem as facilidades que elas proporcionam. O comodismo faz com que as pessoas não consigam viver ou se sentirem completas sem essas redes no dia a dia. Mas você sabe se faz parte do grupo de pessoas que está sofrendo deste vício? Veja algumas situações que aconteceram com muitos usuários durante este tempo em que os aplicativos ficaram fora do ar e perceba se você passou por isso também:


  • Ficou parado olhando para o celular sem saber o que fazer;

  • Entrava nos aplicativos constantemente para ver se havia voltado;

  • Entrou em aplicativos que não costumava usar e ficou perdido;

  • Sentiu agonia;

  • Vazio existencial;

  • Ficou impaciente e/ou irritado;

  • Teve a impressão de receber notificação;

  • Alteração de humor.

Se você sentiu alguns ou muitos destes sintomas durante o dia do apagão é bom acender o sinal de alerta, pois esses sintomas têm relação com a nomofobia. Para piorar, há casos em que a pessoa sente tanto essa ausência que pode apresentar náuseas, sudorese, entre outros sintomas físicos.

A Nomofobia é uma fobia causada pelo desconforto e/ou angústia quando o indivíduo está sem acesso a comunicação através dos aparelhos eletrônicos.

No cérebro, na região dos núcleos da base trabalhando com o sistema límbico, a sensação de prazer que a liberação de dopamina promove a cada novo like ou expectativa de mensagem recebida na rede social transforma o hábito em vício, estimulando a ficar cada vez mais online buscando recompensa, aumentando a ansiedade que funciona como pendência para esta busca.

Além disso, a função da dopamina é fornecer um feedback positivo, uma recompensa ao organismo, que torna-se uma busca constante. Isso é compensatório, já que a ansiedade por si só tende a buscar mais ou entrar em uma atmosfera ruim pedindo mais recompensa, como um ciclo intermitente e gradativo.

Se você percebeu que está viciada(o) nas redes sociais, chegou a hora de desacelerar e “desadestrar” seu uso. Esse não é um ato fácil de conseguir, porém os especialistas indicam a utilização de aplicativos que limitam o tempo de uso das redes sociais. Há opções gratuitas e pagas, em que o usuário determina quanto tempo quer passar por dia nas plataformas, e então o aplicativo bloqueia e impede o acesso caso esse período seja excedido.

Siga essa dica e perceba as mudanças em sua vida e bem-estar.