A psicologia das cores no BBB

O Big Brother Brasil é um programa de grande audiência na tv globo, onde os brothers ficam confinados durante 3 meses. Uma estratégia que a produção do programa costuma usar é a psicologia das cores, onde os espaços da casa são idealizados para influenciar no comportamento dos brothers, seja de forma positiva ou negativa.

A psicologia das cores é um estudo que busca compreender o comportamento humano em relação às cores. Dessa forma, essa área da psicologia analisa e define quais os efeitos que cada cor gera nas pessoas, como mudanças nas emoções, nos sentimentos, a criação de desejos e muito mais.

Esse estudo se baseia em oito emoções primárias dos seres humanos: raiva, medo, tristeza, nojo, surpresa, curiosidade, aceitação e alegria. Cada um desses sentimentos é representado por uma cor, sendo que estas desempenham um papel influenciador no comportamento das pessoas. Isso pode ser muito útil na hora de definir qual paleta seguir na hora de projetar um ambiente ou para dar uma repaginada na casa.

No BBB desse ano a decoração foi inspirada nos anos 70, 80 e 90, quando ainda não existia o reality show e o mundo vivia a abundância cultural no mundo.

A sala, por exemplo, local onde os confinados irão se reunir antes das votações, nos jogos da discórdia e antes das ações, possui diversas cores como roxo, verde, amarelo, vermelho, que tende a provocar diversas sensações de tensão e ansiedade.

Outro cômodo importante no jogo é a cozinha. Durante o reality, os participantes são divididos entre ‘vip’ e ‘xepa’. A separação também é feita de forma bem visual: do lado vip, onde existe a regalia de alimentos tem muitas cores e texturas, enquanto o do grupo que está com restrições, a xepa, é um pouco mais sóbrio, com tons neutros e móveis em madeira, criando uma fronteira entre os participantes.


Uma das contribuições mais antigas para este campo do conhecimento veio do poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe, que em 1810 publicou o livro “Teoria das Cores”. Apesar de faltar rigor científico na época, o poeta teve alguns golpes de intuição impressionantes, como a noção de que o preto, do ponto de vista da psicologia humana, é uma cor, e não a ausência de cores, como defendem os físicos.

Duzentos anos depois veio uma das contribuições mais importantes na área da Psicologia das Cores, com a socióloga alemã Eva Heller. Ela entrevistou cerca de 2 mil pessoas que possuíam de 18 a 97 anos, das mais diversas profissões, com o intuito de descobrir, entre muitas outras coisas: as cores favoritas, as cores menos apreciadas e associações entre cores e palavras. Eva descobriu que alguns padrões estão gravados em nosso “hardware” mental, outros vêm da natureza que nos rodeia, enquanto alguns significados das cores são construções culturais e tendem a variar mais através dos tempos, culturas e pessoas.

  • Psicologia da cor azul

O azul é associado à harmonia e ao equilíbrio, pois do ponto de vista psicológico fica distante do vermelho, que representa a paixão e os sentimentos radicais. O azul está ligado a inteligência, ciência, progresso, tecnologia e concentração. Esta sensação de passividade leva o azul a ser a cor mais usada em embalagens de produtos para dormir, tranquilizantes, roupas de cama, pijamas e camisolas. Por isso, o azul também é a cor do sono e dos sonhos.

  • Psicologia da cor vermelho

O vermelho é a cor que representa as paixões, do amor ao ódio, das boas às más intenções. É também a cor do erotismo e da sedução. Não à toa, também é associado a coisas proibidas e imorais.Além disso, vermelho é a cor do dinamismo, da tomada de decisão. A Coca-Cola aproveita-se bastante desta simbologia, pois nenhuma cor cairia melhor para um refrigerante com efeito estimulante.

  • Psicologia da cor amarelo

O amarelo é uma cor ambígua. Ao mesmo tempo em que é associada à recreação, à jovialidade e ao otimismo, também o é ao ciúme e à hipocrisia. Por conta de sua simbologia, o amarelo está presente em muitos detalhes da nossa vida e dia a dia. No futebol, por exemplo, as advertências são feitas com um cartão amarelo. Já em um navio, o içamento de uma bandeira amarela sinaliza a eclosão de uma epidemia. Na Idade Média, se uma bandeira amarela fosse hasteada em uma cidade, significava que naquele local havia eclodido a peste.


O uso preciso das cores pode fazer total diferença na composição de uma mensagem visualmente poderosa. Por isso, se atente mais ao uso delas na sua vida e convivência social.